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Virtua pratica Traffic Shaping – controla/limita sua velocidade de forma ilegal
A Virtua, operadora da Net para internet banda-larga, pratica uma técnica sombria, anti-ética e ilegal de Traffic Shaping (veja os 170 mil resultados do Google sobre a safadeza da Virtua). Em palavras simples, ela limita a sua conexão com a internet se você estiver usando muito. Absurdo!!
Por isso, este post se soma às diversas reclamações (e sites, blogs, foruns) que estão gritando contra o Virtua e a Net. Abaixo, disponibilizo uma lista de alguns sites sobre o assunto, bem como formas de evitar ter sua banda reduzida pelo Virtua.
Antes, veja estes vídeos no YouTube, que são apenas alguns dos diversos protestos contra os canalhas da Net Virtua (confira os resultados de vídeos no YouTube):
Pocast da revista Geek, quando a Net Virtua assume que pratica essa forma anti-ética e ilegal de censurar seus usuários:
Compilação de vídeos e denúncias sobre as práticas da Net Virtua:
Saiba mais, denuncie e compartilhe:
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Desvendando o Traffic Shaping do Virtua (no blog do Cris Dias)
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Seção completa sobre os problemas do Net Virtua no Abusar.org
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Solução sobre o problema do Traffic Shaping (também do Abusar.org)
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Forum sobre os problemas de traffic shaping do Virtua
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Matéria na MeioBit: “Traffic Shaping: As operadoras controlam nosso download?“
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Virtua limitando download de Torrent (também da MeioBit)
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Usuário mostra, em blog, como está levando a sério o problema com o Virtua
2 comments Fevereiro 22, 2008
Procon alerta – Cuidado ao comprar celulares
Depois de as empresas de telefones celulares terem batido recorde absoluto em reclamações de clientes em 2007, o Procon publicou um relatório alertando os consumidores a terem muita atenção ao comprar os aparelhinhos nesse Natal…
A BenQ liderou as reclamações, seguida da Pantech, Nokia, Gradiente, Sony, Ericsson, Motorola, LG, Samsung e Evadin.
É incrível notar que os principais problemas são: aparelho não funciona e bateria não carrega! Como os caras conseguem continuar no mercado com esse tipo de tratamento ao cliente em algo que deveria ser o forte deles – fazer aparelhos de qualidade! Isso é tão básico que é surpreendente que ainda existam pessoas que dão dinheiro pra esses bandidos!
2 comments Dezembro 14, 2007
Globo manipula cobertura das eleições
Poucas vezes você verá, leitor, posts que não tenham sido vividos por mim… no entanto, há exceções que valem muito a pena. Às vezes, alguns casos devem ser propagados da melhor forma possível, afim de mostrar ao maior número de pessoas o tipo de empresas com as quais estamos lidando.
O caso que se segue foi escrito pelo repórter da Rede Globo Rodrigo Viana, que estava na emissora há mais de 10 anos (seu contrato terminará no final de janeiro). A atitude extremamente corajosa e nobre do profissional nos mostra o tratamento que essa empresa de comunicação dá aos seus clientes (telespectadores, ouvintes, leitores e, em certo grau, a população brasileira de forma geral).
Uma vez mais, podemos ver o jogo da emissora, que manipula informações e direciona a opinião de grande parte da população brasileira.
- O texto do jornalista foi publicado originalmente no UOL e você pode ler aqui.
- A resposta do diretor da Globo, Luiz Cláudio Latgé, também está nesta matéria do UOL, ou você pode ler no Terra Magazine.
- Por fim, o jornalista Mino Carta também deu sua opinião, que você pode ler diretamente no Blog do Mino. Já foram postados dezenas de comentários que valem muito a pena de se conferir.
A cópia da carta pode ser lida abaixo.
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LEALDADE
Quando cheguei à TV Globo, em 1995, eu tinha mais cabelo, mais esperança, e também mais ilusões. Perdi boa parte do primeiro e das últimas. A esperança diminuiu, mas sobrevive. Esperança de fazer jornalismo que sirva pra transformar – ainda que de forma modesta e pontual. Infelizmente, está difícil continuar cumprindo esse compromisso aqui na Globo. Por isso, estou indo embora.
Quando entrei na TV Globo, os amigos, os antigos colegas de Faculdade, diziam: “você não vai agüentar nem um ano naquela TV que manipula eleições, fatos, cérebros”. Agüentei doze anos. E vou dizer: costumava contar a meus amigos que na Globo fazíamos – sim – bom jornalismo. Havia, ao menos, um esforço nessa direção.
Na última década, em debates nas universidades, ou nas mesas de bar, a cada vez que me perguntavam sobre manipulação e controle político na Globo, eu costumava dizer: “olha, isso é coisa do passado; esse tempo ficou pra trás”.
Isso não era só um discurso. Acompanhei de perto a chegada de Evandro Carlos de Andrade ao comando da TV, e a tentativa dele de profissionalizar nosso trabalho. Jornalismo comunitário, cobertura política – da qual participei de 98 a 2006. Matérias didáticas sobre o voto, sobre a democracia. Cobertura factual das eleições, debates. Pode parecer bobagem, mas tive orgulho de participar desse momento de virada no Jornalismo da Globo.
Parecia uma virada. Infelizmente, a cobertura das eleições de 2006 mostrou que eu havia me iludido. O que vivemos aqui entre setembro e outubro de 2006 não foi ficção. Aconteceu. Pode ser que algum chefe queira fazer abaixo-assinado para provar que não aconteceu. Mas, é ruim, hem!
Intervenção minuciosa em nossos textos, trocas de palavras a mando de chefes, entrevistas de candidatos (gravadas na rua) escolhidas a dedo, à distância, por um personagem quase mítico que paira sobre a Redação: “o fulano (e vocês sabem de quem estou falando) quer esse trecho; o fulano quer que mude essa palavra no texto”.
Tudo isso aconteceu. E nem foi o pior.
Na reta final do primeiro turno, os “aloprados do PT” aprontaram; e aloprados na chefia do jornalismo global botaram por terra anos de esforço para construir um novo tipo de trabalho aqui.
Ao lado de um grupo de colegas, entrei na sala de nosso chefe em São Paulo, no dia 18 de setembro, para reclamar da cobertura e pedir equilíbrio nas matérias: “por que não vamos repercutir a matéria da “Istoé”, mostrando que a gênese dos sanguessugas ocorreu sob os tucanos? Por que não vamos a Piracicaba, contar quem é Abel Pereira?”
Por que isso, por que aquilo… Nenhuma resposta convincente. E uma cobertura desastrosa. Será que acharam que ninguém ia perceber?
Quando, no JN, chamavam Gedimar e Valdebran de “petistas” e, ao mesmo tempo, falavam de Abel Pereira como empresário ligado a um ex-ministro do “governo anterior”, acharam que ninguém ia achar estranho?
Faltando seis dias para o primeiro turno, o “petista” Humberto Costa foi indiciado pela PF. No caso dos vampiros. O fato foi parar em manchete no JN, e isso era normal. O anormal é que, no mesmo dia, esconderam o nome de Platão, ex-assessor do ministério na época de Serra/Barjas Negri. Os chefes sabiam da existência de Platão, pediram a produtores pra checar tudo sobre ele, mas preferiram não dar. Que jornalismo é esse, que poupa e defende Platão, mas detesta Freud! Deve
haver uma explicação psicanalítica para jornalismo tão seletivo!
Ah, sim, Freud. Elio Gaspari chegou a pedir desculpas em nome dos jornalistas ao tal Freud Godoy. O cara pode ter muitos pecados. Mas, o que fizemos na véspera da eleição foi incrível: matéria mostrando as “suspeitas”, e apontando o dedo para a sala onde ele trabalhava, bem próximo à sala do presidente… A mensagem era clara. Mas, quando a PF concluiu que não havia nada contra ele, o principal telejornal da Globo silenciou antes da eleição.
Não vi matérias mostrando as conexões de Platão com Serra, com os tucanos.
Também não vi (antes do primeiro turno) reportagens mostrando quem era Abel Pereira, quem era Barjas Negri, e quais eram as conexões deles com PSDB. Mas vi várias matérias ressaltando os personagens petistas do escândalo. E, vejam: ninguém na Redação queria poupar os petistas (eu cobri durante meses o caso Santo André; eram matérias desfavoráveis a Lula e ao PT, nunca achei que não devêssemos fazer; seria o fim da picada…).
O que pedíamos era isonomia. Durante duas semanas, às vésperas do primeiro turno, a Globo de São Paulo designou dois repórteres para acompanhar o caso dossiê: um em São Paulo, outro em Cuiabá. Mas, nada de Piracicaba, nada de Barjas.!
Um colega nosso chegou a produzir, de forma precária, por telefone (vejam, bem, por telefone! Uma TV como a Globo fazer reportagem por telefone), reportagem com perfil do Abel. Foi editada, gerada para o Rio. Nunca foi ao ar!
Os telespectadores da Globo nunca viram Serra e os tucanos entregando ambulâncias cercados pelos deputados sanguessugas. Era o que estava na tal fita do “dossiê”. Outras TVs mostraram o vídeo, a internet mostrou. A Globo, não. Provava alguma coisa contra Serra? Não. Ele não era obrigado a saber das falcatruas de deputados do baixo clero. Mas,
por que demos o gabinete de Freud pertinho de Lula, e não demos Serra com sanguessugas?
E o caso gravíssimo das perguntas para o Serra? Ouvi, de pelo menos 3 pessoas diretamente envolvidas com o SP-TV Segunda Edição, que as perguntas para o Serra, na entrevista ao vivo no jornal, às vésperas do primeiro turno, foram rigorosamente selecionadas. Aquele diretor (aquele, vocês sabem quem) teria mandado cortar todas as perguntas
“desagradáveis”. A equipe do jornal ficou atônita. Entrevistas com os outros candidatos tinham sido duras, feitas com liberdade. Com o Serra, teria havido, deliberadamente, a intenção de amaciar.
E isso era um segredo de polichinelo. Muita gente ouviu essa história pelos corredores…
E as fotos da grana dos aloprados? Tínhamos que publicar? Claro. Mas, porque não demos a história completa? Os colegas que estavam na PF naquele dia (15 de setembro), tinham a gravação, mostrando as circunstâncias em que o delegado vazara as fotos. Justiça seja feita: sei que eles (repórter e produtor) queriam dar a matéria completa – as fotos, e as circunstâncias do vazamento. Podiam até proteger a fonte, mas escancarando o que são os bastidores de uma campanha no Brasil. Isso seria fazer jornalismo, expor as entranhas do poder.
Mais uma vez, fomos seletivos: as fotos mostradas com estardalhaço. A fita do delegado, essa sumiu!
Aquele diretor, aquele que controla cada palavra dos textos de política, disse que só tomou conhecimento do conteúdo da fita no dia seguinte. Quer que a gente acredite?
Por que nunca mostraram o conteúdo da fita do delegado no JN? O JN levou um furo, foi isso?
Um colega nosso, aqui da Globo ouviu a fita e botou no site pessoal dele… Mas, a Globo não pôs no ar… O portal “G-1″ botou na íntegra a fita do delegado, dias depois de a “CartaCapital” ter dado o caso. Era noticia? Para o portal das Organizações Globo, era.
Por que o JN não deu no dia 29 de setembro? Levou um furo? Não. Furada foi a cobertura da eleição. Infelizmente.
E, pra terminar, aquele episódio lamentável do abaixo-assinado, depois das matérias da “CartaCapital”. Respeito os colegas que assinaram. Alguns assinaram por medo, outros por convicção. Mas, o fato é que foi um abaixo-assinado em defesa da Globo, apresentado por chefes!
Pensem bem. Imaginem a seguinte hipótese: a revista “Quatro Rodas” dá matéria falando mal da suspensão de um carro da Volkswagen, acusando a empresa de deliberadamente não tomar conhecimento dos problemas. Aí, como resposta, os diretores da Volks têm a brilhante idéia de pedir aos metalúrgicos pra assinar um manifesto em defesa da empresa! O que
vocês acham? Os metalúrgicos mandariam a direção da fábrica catar coquinho em Berlim!
Aqui, na Globo, muitos preferiram assinar. Por isso, talvez, tenhamos um metalúrgico na Presidência da República, enquanto os jornalistas ficaram falando sozinhos nessa eleição…
De resto, está difícil continuar fazendo jornalismo numa emissora que obriga repórteres a chamarem negros de “pretos e pardos”. Vocês já viram isso no ar? Sinto vergonha…
A justificativa: IBGE (e, portanto, o Estado brasileiro) usa essa nomenclatura. Problema do IBGE. Eu me recuso a entrar nessa. Delegados de policia (representantes do Estado) costumavam (até bem pouco tempo) tratar companheiras (mesmo em relações estáveis) como “concubinas” ou “amásias”. Nunca usamos esses termos!
Árabes que chegaram ao Brasil no início do século passado eram chamados de “turcos” pelas autoridades (o passaporte era do Império Turco Otomano, por isso a nomenclatura). Por causa disso, jornalistas deviam chamar libaneses de turcos? aqui a pouco, a Globo vai pedir para que chamemos a Parada Gay de “Parada dos Pederastas”. Francamente, não tenho mais estômago.
Mas, também, o que esperar de uma Redação que é dirigida por alguém que defende a cobertura feita pela Globo na época das Diretas? Respeito a imensa maioria dos colegas que ficam aqui. Tenho certeza que vão continuar se esforçando pra fazer bom Jornalismo. Não será fácil a tarefa de vocês.
Olhem no ar. Ouçam os comentaristas. As poucas vozes dissonantes sumiram. Franklin Martins foi afastado. Do Bom dia Brasil ao JG, temos um desfile de gente que está do mesmo lado. Mas sabem o que me deixou preocupado mesmo? O texto do João Roberto Marinho depois das eleições.
Ele comemorou a reação (dando a entender que foi absolutamente espontânea; será que disseram isso pra ele? Será que não contaram a ele do mal-estar na Redação de São Paulo?) de jornalistas em defesa da cobertura da Globo:
“(…)diante de calúnias e infâmias, reagem, não com dúvidas ou incertezas, mas com repúdio e indignação. Chamo isso de lealdade e confiança”.
Entendi. Ele comemora que não haja dúvidas e incertezas… Faz sentido. Incerteza atrapalha fechamento de jornal. Incerteza e dúvida são palavras terríveis. Devem ser banidas. Como qualquer um que diga que há racismo – sim – no Brasil. E vejam o vocabulário: “lealdade e confiança”. Organizações ainda hoje bem populares na Itália costumam usar esse jargão da “lealdade”.
Caro João, você talvez nem saiba direito quem eu sou. Mas, gostaria de dizer a você que lealdade devemos ter com princípios, e com a sociedade. A Globo, infelizmente, não foi “leal” com o público. Nem com os jornalistas. Vai pagar o preço por isso. É saudável que pague. Em nome da democracia! João, da família Marinho, disse mais no brilhante comunicado interno:
“Pude ter certeza absoluta de que os colaboradores da Rede Globo sabem que podem e devem discordar das decisões editoriais no trabalho cotidiano que levam à feitura de nossos telejornais, porque o bom jornalismo é sempre resultado de muitas cabeças pensando”.
Caro João, em que planeta você vive? Várias cabeças? Nunca, nem na ditadura (dizem-me os companheiros mais antigos) tivemos na Globo um jornalismo tão centralizado, a tal ponto que os repórteres trabalham mais como bonecos de ventríloquos, especialmente na cobertura política! Cumpro agora um dever de lealdade: informo-lhe que, passadas as
eleições, quem discordou da linha editorial da casa foi posto na “geladeira”. Foi lamentável, caro João. Você devia saber como anda o ânimo da Redação – especialmente em São Paulo.
Boa parte dos seus “colaboradores” (você, João, aprendeu direitinho o vocabulário ideológico dos consultores e tecnocratas – “colaboradores”, essa é boa… Eu não sou colaborador, coisa nenhuma! Sou jornalista!) está triste e ressabiada com o que se passou. Mas, isso tudo tem pouca importância.
Grave mesmo é a tela da Globo – no Jornalismo, especialmente – não refletir a diversidade social e política brasileira. Nos anos 90, houve um ensaio, um movimento em direção à pluralidade. Já abortado. Será que a opção é consciente?
Isso me lembra a Igreja Católica, que sob Ratzinger preferiu expurgar o braço progressista. Fez uma opção deliberada: preferiram ficar menores, porém mais coesos ideologicamente. Foi essa a opção de Ratzinger. Será essa a opção dos Marinho? Depois, não sabem porque os protestantes crescem… Eu, que não sou católico nem protestante, fico apenas preocupado por ver uma concessão pública ser usada dessa maneira!
Mas, essa é também uma carta de despedida, sentimental. Por isso, peço licença pra falar de lembranças pessoais. Foram quase doze anos de Globo.
Quando entrei na TV, em 95, lá na antiga sede da praça Marechal, havia a Toninha – nossa mendiga de estimação, debaixo do viaduto. Os berros que ela dava em frente à entrada da TV traziam uma dimensão humana ao ambiente, lembravam-nos da fragilidade de todos nós, de como nossa razão pode ser frágil. Havia o João Paulada – o faz-tudo da Redação. Havia a moça do cafezinho (feito no coador, e entregue em garrafas térmicas), a tia dos doces…
Era um ambiente mais caseiro, menos pomposo. Hoje, na hora de dizer tchau, sinto saudade de tudo aquilo. Havia bares sujos, pessoas simples circulando em volta de todos nós – nas ruas, no Metrô, na padaria.
Todos, do apresentador ao contínuo, tinham que entrar a pé na Redação. Estacionamentos eram externos (não havia “vallet park”, nem catraca eletrônica). A caminhada pelas calçadas do centro da cidade obrigava-nos a um salutar contato com a desigualdade brasileira.
Hoje, quando olho pra nossa Redação aqui na Berrini, tenho a impressão que estou numa agência de publicidade. Ambiente asséptico, higienizado. Confortável, é verdade. Mas triste, quase desumano. Mas, há as pessoas. Essas valem a pena.
Pra quem conseguiu chegar até o fim dessa longa carta, preciso dizer duas coisas…
1) Sinto-me aliviado por ficar longe de determinados personagens, pretensiosos e arrogantes, que exigem “lealdade”; parecem “poderosos chefões” falando com seus seguidores… Se depender de mim, como aconteceu na eleição, vão ficar falando sozinhos.
2) Mas, de meus colegas, da imensa maioria, vou sentir saudades. Saudades das equipes na rua – UPJs que foram professores; cinegrafistas que foram companheiros; esses sim (todos) leais ao Jornalismo. Saudades dos editores – que tiveram paciência com esse repórter aflito e procuraram ser leais às minúcias factuais. Saudades dos produtores e dos chefes de reportagem – acho que fui leal com as pautas de vocês e (bem menos) com os horários! Saudades de cada companheiro do apoio e da técnica – sempre leais.
Saudades especialmente, das grandes matérias no Globo Repórter – com aquela equipe de mestres (no Rio e em São Paulo) que aos poucos vai se desmontando, sem lealdade nem respeito com quem fez história (mas há bravos resistentes ainda).
Bem, pelo tom um tanto ácido dessa carta pode não parecer. Mas levo muita coisa boa daqui.
Perdi cabelos e ilusões. Mas, não a esperança.
Um beijo a todos.
Rodrigo Vianna.
2 comments Dezembro 22, 2006
Como foi o cancelamento do contrato com o Terra
Abaixo, você verá a troca de emails com o Terra, que resultou no cancelamento do contrato.
Pode-se dizer que sou cliente do Terra praticamente desde que há internet no Brasil. Em 1997 assinava um provedor chamado Rio Link. Este foi comprado pelo Zaz que, por sua vez, foi comprado pelo Terra. Dessa maneira, sou cliente da empresa há muitos anos, de forma que julgava que tal lealdade seria muito valorizada pela empresa.
Acho que quando uma empresa erra, dependendo do que houve, isso pode ser de aceitável a muito grave. No entanto, quando você é cliente fiel de uma organização e ela não retribui à altura, essa falha não tem preço, justificativa ou “crtl + Z” que repare…
Abaixo, primeiro você lerá minha resposta ao Terra e, em seguida, o email da empresa que me serviu de motivação.
PREZADO SENHOR, PELO TOM BUROCRATICO E CONVENCIONAL DE TUA RESPOSTA SOU LEVADO A CRER QUE NAO LESTE DIREITO MINHA MENSAGEM, NA QUAL DECLARO QUE A PARTIR DE ONTEM 04/11/2006 NAO QUERO MAIS SER CLIENTE TERRA POR CONSIDERAR ABSURDO O TRATAMENTO QUE ME DISPENSARAM. OLHE MEU CADASTRO E VEJA DESDE QUANDO EU ERA CLIENTE – DE QUE RELACIONAMENTO Vc ESTA FALANDO NA TUA SSINATURA ? REITERO QUE, COMO JAH PAGUEI A FATURA A VENCER EM 10/11/2006, NAO QUERO MAIS SABER DE QUALQUER CONTATO OU SERVICO RELACIONADO AO TERRA. SUGIRO QUE O TERRA PENSE NA POSSIBILIDADE DE OFERECER ALGUM TIPO DE PLANTAO QUE NAO SE INTERROMPA AOS DOMINGOS, PORQUE VVSS MESMOS FAZEM TANTA BOBAGEM QUE PODEM CAUSAR PROBLEMAS AOS CLIENTES NO FIM DE SEMANA E NINGUEM VAI QUERER ESPERAR A SEGUNDA FEIRA QUANDO O ERRO FOR DO TERRA ! ALIAS, MESMO QUANDO NAO FOR DEVE HAVER UMA FORMA DE O TERRA NAO TOMAR MEDIDAS DRASTICAS NO FIM DE SEMANA !FOI O MEU CASO – ONTEM MESMO ME ASSOCIEI A OUTRO PROVEDOR E NAO QUERO MAIS SABER DE TERRA.BONS NEGOCIOS E CONTINUE SE RELACIONANDO ASSIM !
(agora, o email deles…)
>From: “cliente@terra.com.br” cliente@terra.com.br
>Subject: Re: reclamação – Cobrança – Acesso Banda Larga
>Date: Sun, 5 Nov 2006 12:33:07 -0200
>Prezado Sr.,
>É necessário o seu contato via telefone no intuito de garantir a segurança e confiabilidade dos serviços prestados. Além disso, queremos que você sinta-se à vontade para nos ligar no horário queconsiderar mais apropriado, sendo queestamos à sua disposição de segunda a sábado, das 8h30 às 21h00 pelo seguinte telefone (21) 3972-4747 opção 2 logo apos opção 5.
>Permanecemos à disposição para qualquer esclarecimento que se faça necessário.
>Atenciosamente,
>Diego Roldão Moura
>Relacionamento com o Cliente Terra
>www.terra.com.br/fale
>SAN – Serviço de Atendimento Nacional>Fax: (51) 3287-9087
(o primeiro email que enviei, com detalhes do problema ocorrido)
>—– Mensagem Original —–>Para: cliente@terra.com.br
>Enviada em: 04/11/2006 22:31:52
>Assunto: reclamação – Cobrança – Acesso Banda Larga
>cidade=RIO DE JANEIRO
>estado=Rio de Janeiro
>username=emfoco.rlk
>mensagem= > HOJE SABADO 04/11/2006, AA TARDE, FUI CONTACTADO POR ALGUEM DO TERRA – CREIO QUE SE CHAMAVA CONCEICAO – A PROPOSITO DE UMA SUPOSTA PENDENCIA EM MINHA CONTA DEACESSO TERRA.>SEGUNDO A REPRESENTANTE DO TERRA, EU ESTARIA DEVENDO OS PAGAMENTOS VENCIDOS EM 10/09/2006 E 10/10/2006. DE POSSE DE MEUS BOLETOS DE PAGAMENTO PASSEI TODAS AS INFORMACOES SOLICITADAS, RECONHECENDO INCLUSIVE TER COMETIDO UM ERRO DE R$4,00 A MENOR NO PAGAMENTO VENCIDO EM 10/10/2006 QUE PROMETI PAGAR NO PROXIMO VENCIMENTO – EM 04/11/2006 – NA RUBRICA “outros acrescimos”.>EM NENHUM MOMENTO A REPRESENTANTE DO TERRA MENCIONOU QUE MEU ACESSO JAH ESTARIA OU VIRIA A SER BLOQUEADO. >FUI SURPREENDIDO PORTANTO AO TENTAR ACESSO HOJE 04/11 POR VOLTA DAS 21 hs, QUANDO RECEBI UMA MENSAGEM DE ERRO QUE O SUPORTE TECNICO TERRA ME DISSE EM SEGUIDA ESTAR RELACIONADO A BLOQUEIO ADMINISTRATIVO.
>PIOR AINDA FOI SABER PELO SUPORTE TECNICO TERRA QUE O SETOR DE COBRANCA SOH ESTARIA DISPONIVEL NA SEGUNDA FEIRA 06/11/2006. ESTA DEMORA EH INACEITAVEL PARA MIM, NAO SOMENTE PORQUE EU JAH HAVIA DECLARADO TER PAGO AQUILO QUE ME ERA RECLAMADO, MAS TAMBEM PORQUE TRABALHO EM CASA, PELA INTERNET, E NAO POSSO FICAR SEM ACESSO.
>ASSIM SENDO, QUERO COMUNICAR QUE, A PARTIR DE HOJE, NAO QUERO MAIS COMPRAR O SERVICO DOS SENHORES E QUE TAMBEM VOU RELATAR ESTA HISTORIA DE MAU ATENDIMENTO TODA VEZ QUE ALGUEM ME CONSULTAR SOBRE OS SERVICOS TERRA.
>VOU PAGAR A CONTA QUE VAI VENCER EM 10/11/2006, ACRESCIDA DOS R$ 4,00 QUE PAGUEI A MENOR, E NAO PAGAREI MAIS NENHUM CENTAVO.
>ESPERO QUE VVSS APRENDAM A NAO PREJUDICAR O CLIENTE POR ERRO QUE VVSS MESMOS COMETEM – POR EXEMPLO, A CONTA DE 10/09 ESTAH PAGA DESDE 26/09 E VVSS AINDA NAO REGISTRARAM O PAGAMENTO !
>ESPERO TAMBEM QUE VVSS CRIEM UMA FORMA DE RESOLVER IMEDIATAMENTE ESSES PROBLEMAS QUE VVSS MESMOS CAUSAM, SEM IMPOR AO CLIENTE MAIS UMA PENALIDADE PELA VOSSA INCOMPETENCIA.
81 comments Dezembro 2, 2006